My Chemical Romance - The Black Parade (2006)

Posted by João P. | Posted in , , | Posted on 13:52


1. The End.
2. Dead!
3. This Is How I Disappear
4. The Sharpest Lives
5. Welcome To The Black Parade
7. House of Wolves
8. Cancer
9. Mama
10. Sleep
11. Teenagers
12. Disenchanted
13. Famous Last Words
14. Blood
The Black Parade é o terceiro álbum de estúdio do quinteto de Nova Jérsei My Chemical Romance, lançado em 23 de outubro de 2006 e 24 de outubro nos Estados Unidos.
The Black Parade será um álbum temático sobre "o Paciente" – um personagem que pode ter passado por quimioterapia. Para incorporar a energia do personagem, Gerard Way descoloriu os cabelos. Gerard Way disse que foi um álbum realmente difícil de fazer. E houve um momento em que era tão obscuro para eles que parecia que precisavam se tornar mais que irmãos. Tiveram que estar presentes um para o outro de tantas formas, que também tiveram de se transformar numa nova banda. Isso não significa que o nome da banda tenha mudado.
O nome do novo álbum vem da idéia de Way, de que quando morremos, a morte vem para nós como uma lembrança que fora mais forte, seja quando criança ou adulto. E a lembrança mais forte deste personagem é de ser uma criança, e seu pai levá-lo a um desfile. Então quando a morte chega para ele, ela chega na forma de um desfile negro.
Existem 4 personagens especiais neste álbum que são:
O Paciente (The Patient), que pode ser visto na cama do hospital no videoclip Welcome to The Black Parade.
A Mãe Guerra (The Mother War), que pode ser vista no fim do videoclip Welcome to The Black Parade com um vestido antigo e uma máscara de gás.
O Medo (The Fear), uma das enfermeiras que aparece no videoclip Welcome to The Black Parade.
O Arrependimento (The Regret), outra das enfermeiras que aparece no videoclip Welcome to The Black Parade.
Influências:
Gerard Way disse que
Queen é uma de suas influências mais importantes para este disco, isto se pode ver na orquestra da guitarra em "Welcome to the black parade".
Posições:
The Black Parade, chegou no Nº2 em "UK Albums Chart", detrás do álbum
Rudebox de Robbie Williams. Nos Estados Unidos, chegou no posto Nº2 em Billboard 200. Em sua primeira semana, vendeu 240 000 cópias, superando a melhor semana de 38 000 cópias de seu álbum Three Cheers for Sweet Revenge. O álbum chegou no número um em United World Chart, vendendo 381 000 em sua primeira semana. O álbum esteve no lugar Nº3 no ARIA Charts e foi certificado platina, depois de vender 70 000 cópias. Se posicionou em primeiro lugar em Nova Zelândia e foi certificado platina, depois de vender 15 000 cópias. The Black Parade foi qualificado como platina pela RIAA, por vender 1.100.000 cópias. E foi classificado dupla platina no Reino Unido, por vender 600.000 unidades. Até 18 de agosto de 2007, o álbum havia vendido 1 169 697 cópias nos Estados Unidos. Durante 2007, o álbum passou várias semanas no Nº1 no UK Rock Albums chart. No total, o disco vendeu aproximadamente mais de 10 milhões de cópias por todo o mundo.
Versões:
Existem três capas da versão regular do álbum, presentando uma texto negro, sobre fundo branco, outra texto branco sobre fundo negro, e outra presentando título nenhum, só uma foto de uma parada que seria a denominada parada negra.
Edição Limitada:
Existe também uma edição limitada do álbum, a descrição do produto é a seguinte:
"A edição especial, conta com uma caixa larga de madeira de 11-11/16" × 5-13/16", envolto em um material de terciopelo, com um desenho de impressão na parte superior. Dentro contém um livro de 64 páginas, baseado na arte vitoriana, mostra fotos e contém trabalho artístico de James Jean e usado também como álbum de notas."
Vinil:
Em 11 de dezembro de 2007 o álbum foi lançado em formato de
disco de vinil, primeiro álbum da banda neste formato. Duas versões foram postas a venda, a edição regular e a edição especial. As duas edições contém dois discos, o primeiro disco contém as canções desde o número 1 ao 4 no lado A, no lado B contém desde o 5 ao 7. O segundo disco traz as faixas desde o 8 até o 10 no lado A e desde o 11 ao 14 no lado B. A edição especial contém um livro de 15 páginas, tendo 2.500 cópias desta versão. Só 2000 cópias regulares do vinil foram compradas.
O álbum em questão obteve muito sucesso como podemos perceber nas posições em que o álbum ficou em muitos países do mundo.
A banda já bem segura do que quer passar para o seu público, segue a linha conceptual.Com seu espaço no mundo da musica gartantido, o My Chemical Romance criou um personagem que já foi citado anteriormente, para mais uma vez estar passando alguma mensagem para seus fãs.
Bob Bryar que substituiu Matt Pelissier, deu conta do recado, e muito bem digasse de passagem,
gravou todo o álbum The Black Parade e o proximo disco da banda que está para ser lançado. Falo assim pois Bob decidiu sair da banda por motivos ainda nao divulgados, e que essa decisão não foi uma coisa mal pensada por parte de Bob, como divulgou Frank Lero (guitarrista base).
Agora falando sobre o disco em si podemos falar muita coisa como: as melodias são mais limpas com relação aos discos anteriores, as letras foram muito bem elaboradas, como já foi citado, os integrantes da banda **se jogaram de cabeça**na composição do álbum no qual rendeu esse disco de tanto sucesso.
Musicalmente falando, o disco em questão não obteve a mesma **pegada** do disco anterior com músias mais pesadas e agressivas, porém não desagradou os fãs que de certa forma esperava algo mais Hard do que isso! mas também serviu para tirar o rótulo Emo que muitos críticos puseram na banda, então o disco tem um balanço muito positivo apesar de não ser tão Hard Core quanto os discos anteriores.
Como conclusão digo que o álbum não é ruim, pelo contrario é muito bom, tem letras mais tocantes e mais serias, nunca deixando sua proposta musical de lado que é o Hard Rock!!!
Análisando cada música:
1. The End.
"The End." é a primeira faixa do álbum The Black Parade de My Chemical Romance. A canção era conhecida como "Father" até uma entrevista no iTunes. O nome original da canção foi "Intro". Até quando cantaram pela primeira vez no SxSW Festival onde decidiram chamar-la de "The End.". Nessa primeira faixa do álbum, o Paciente ainda não é mencionado, mas fala bem sobre My Chemical Romance como The Black Parade, dando a bem-vinda ao ouvinte sobre o trágico sucesso que se estar por revelar. É interessante saber que no álbum anterior de My Chemical Romance, Three Cheers for Sweet Revenge tem uma canção chamada "To the end", tendo um título parecido com essa. E não é só isso, também há uma parte da canção "To the end" que diz "and say goodbye to the last parade", possivelmente se referindo a "The Black Parade".
2. Dead!
Escrita quase ao mesmo tempo que "The End.". Segundo Gerard Way, vocalista do grupo, "Dead!" nasceu como uma crítica social, mas acabou virando uma canção que se encaixava perfeitamente na história do álbum. Way disse que a canção tem um ar de Pop britânico dos anos 90 e que foi inspirada na canção "Mr. Blue Sky" de Electric Light Orchestra. Ray Toro menciona que no fim de "Dead!" é a primeira vez que ele, Gerard e Frank Iero, cantam ao mesmo tempo. "Dead!" é onde começa a tragédia do Paciente quando recebe a trágica notícia de que têm encontrado em complicação em seu coração "During this operation found a complication in your heart…" e que ele só tem duas semanas de vida "Cause you've got maybe two weeks to live". As frases "no one ever had much nice to say, I think they never liked you anyway" falam que o Paciente não era muito querido. "And if you get to heaven, I'll be there waiting" diz que tem alguém "lá em cima" que o quer muito e que espera com ansiedade. Por fim ele enxerga a vida de um outro modo encerrando com "If life ain't just a joke, then why are we laughing?", se a vida não é uma piada, então por que estamos rindo?
3. This Is How I Disappear
"This Is How I Disappear" é a terceira faixa do álbum The Black Parade de My Chemical Romance. Esta é a canção com maior estilo heavy rock do álbum. "This Is How I Disappear" continua de "Dead!", onde o Paciente descobriu recentemente que está doente e que lhe tem pouco tempo de vida, o que lhe produz temor. Ele menciona a uma pessoa desconhecida (seguramente sua amada), contando que ela é tudo o que ele teve ("and without you is how I disappear, and live my life alone forever now."). Isso também dá a idéia que poucas pessoas se preocupam com ele, que ela era realmente a única que se preocupava com ele, e que sem ela, ele é rapidamente esquecido.
4. The Sharpest Lives
Em uma entrevista para Guitar World, Gerard Way disse que em "The sharpest lives", canção que fala sobre seu antigo probelma com drogas, foi mais fácil de escrever para esse álbum, já que havia passado um certo tempo que ele se livrou desses problemas.Aqui, o Paciente está olhando seu passado e seus problemas com drogas e o alcoolismo. ("Give me a shot to remember, and you can take all the pain away from me") Isso mostra que no passado o Paciente se drogava para esquecer os problemas de sua vida. A canção descreve que durante os problemas de drogação do Paciente, ele geralmente ficava acordado toda a noite ("In love with all of these vampires"), e uma vez mais, a única pessoa que realmente estava ali para ele, era sua amada. Ele pensava que ela ia lhe abandonar durante este período de sua vida ("You can leave like the sane abandoned me"), mas isso não aconteceu.
5. Welcome to the Black Parade
O Paciente parece estar achegando rapidamente ao seu fim. Aqui o Paciente está entre a vida e a morte, e a morte vem ao seu encontro, como sua mais forte lembrança. A recordação mais forte do Paciente, é quando seu pai o levou a ver um desfile ("when I was a young boy, my father took me into the city, to see a marching band"). O pai do Paciente lhe pergunta se, quando pequeno, quando crescer, se converteria no salvador dos destroçados, vencidos e abatidos ("Son, when you grow up, would you be the savior of the broken, the beaten, and the damned?"), tal vez preparando o Paciente para essa futura doença. O pai do Paciente lhe diz "one day I'll leave you a phantom, to lead you in the summer, to join The Black Parade" (em português: "um dia te deixarei um fantasma, para que te guie no verão, para unir se ao desfile negro"). Isso nos mostra que obviamente o pai do Paciente morreu antes dele, e que lhe vai ajudar a entrar para The Black Parade (em outras palavra, aqui o Paciente morre, para ajudar-lo em outra vida). O Paciente passa um estado entre a vida e a morte, e vê o desfile negro. O desfile negro (The Black Parade) parece tomar lugar na cidade em que o Paciente viu na sua infância, só que agora, a cidade está mais negra e macabra que antes. O Paciente vê os interpretes do desfile negro, que também estão mais macabros que antes, e que parecem representar emoções e outras partes de sua vida. O Paciente duvida de si mesmo na frase "I'm just a man, I'm not a hero" (em português: "Sou apenas um homem, não um herói") se referindo a pergunta que seu pai lhe fez no começo da canção. Finalmente, o desfile negro tem certeza que sua memória continuará viva, e que ainda que morto e derrotado, sua vida também vai continuar viva. Assim tentam convencer-lo de que ele não é tão mau como crêem, e que se une com eles, o que deixa atrás na vida, vai estar bem.
6. I Don't Love You
Aqui o Paciente faz um visita atrás, com os problemas de relação que tinha com sua amada. Se revela que mesmo ela sendo a pessoa mais próxima dele no mundo, ele tinha desejos profundos que seu coração parasse de bater: "Sometimes I cry so hard from pleading, so sick and tired of all the needless beating" (em português: "As vezes choro tanto por implorar, tão doente e cansado de todos esses necessários batimentos"). Agora, enfurecido, por sua doença, depois de todo esse tempo, ela é ainda nada para com ele ("You're still a good-for-nothing, I don’t know"). Ele abandona sua amada, e o mais seguro é que lhe deixe só nesse estado de debilidade. Ele pergunta se quando se vai, para lhe dizer que não amou, como amou ontem. ("When you go, would you even turn to say, 'I don't love you like I loved you yesterday'?"). A partir desse ponto, a hisória dá um importante giro, já que o Paciente está voltando furioso, severo e oposto a suas atitudes anteriores. Isso possivelmente seria um efeito da quimioterapia, ou simplesmente porque ele estaria mais próximo da morte.
7. House of Wolves
O grupo falou que a canção foi feita em Paramore House, nos "tempos escuros" do álbum. Disse que é a canção mais parecida com os sons do antigo álbum, Three Cheers for Sweet Revenge. Way disse que a canção tem um ar de R&B com paradas e gritos. Ray Toro afirma que a canção é como o pecado e o inferno. Toro imaginou fogo e enxofre nessa canção. Nesta canção, o Paciente está fazendo uma visitação ao seu passado, e como é afetado pelos demais. É então quando o Paciente se dá conta que facilmente poderia ir ao inferno. O Paciente aparenta estar com um estado mental muito escuro, e por isso, seus pensamentos de ir ao inferno.
8. Cancer
"Cancer" é a parte mais emocional do Paciente. Aqui ele está cansando e agonizado por causa do câncer que está lhe matando. Quando começa a fazer seus petidos antes que morra: "Call my aunt Marie, help her gather all my things, and bury me in all my favorite colors" ("Chame minha tia Maria, ajude-a a ajuntar todas minhas coisas, e enterre-me em todas minhas cores favoritas"). Equanto faz isso, que há ainda algo para aceitar, que é ter que deixar a pessoa que mais ama: "The hardest part of this is leaving you" ("A parte mais díficil disso é ter que te deixar"). Conta a sua amada, que não vai beijar-la, possivelmente para que seja mais fácil deixar-la. Também tenta se desculpa de todo comportamento errado, dizendo que tudo era culpa da quimioterapia ("I'm just soggy from the chemo"). "Cancer" demostra que o Paciente ainda tem o potencial para ir ao céu e que não é tão mau depois de tudo.
9. Mama
A canção tem um toque de polca em seus versos, e conta com a participação especial de Liza Minnelli. A canção conta com a colaboração de vozes de fundo da mãe do guitarrista Frank Iero e dos pais do vocalista Gerard Way e do baixista Mikey Way. Rumores dizem que Mama seria o 5º single do The Black Parade. A interpretação dessa canção é muito confusa: pode ser que o Paciente foi a guerra e que sua referência a sua mãe "Mama" não é outra mais que a guerra (também conhecida como Mother War) e narra os pensamentos e experiências na mesma, sendo outra dolorosa lembrança do Paciente. Essa é a interpretação dada pela grupo de forma discreta ao dizer em sua edição especial.
10. Sleep
Nesta canção, como igual fala sobre a amada do Paciente. Parece que ela se preocupa por ele, coisa que ele não entende, já que ela há feito chorar muito. Mas o Paciente, parece, parece jamais se desculpar pelo dano que causou. E também se pode ser que o Paciente apoia e não se arrepende da tirania e a apatia. Enquanto se reconhece que se comportou como um mosntro. E deixa claro que jamais vai voltar com ela. As primeiras e últimas frases são gravações que fazia Gerard Way sobre estranhos sonhos que tinha durante a gravação do disco.
11. Teenagers
"Teenagers" é a décima primeira faixa e o 4º single do álbum The Black Parade de My Chemical Romance. É o terceiro single para os Estados Unidos, mas o quarto para o Reino Unido, as Filipinas, Australia y Canadá. Já podia ser baixada desde 15 de agosto del 2007 para o jogo Guitar Hero II de Xbox 360 junto a um pack com Famous last words e This is how I disappear. Inicialmente ia a ser lançado em 23 de abril, mas foi atrasado com motivo da Masacre de Virginia Tech."Teenagers"mostra o Paciente se lembrando da sua época de adolescente,quando ele usava drogas para tentar fugir de seus problemas.Ele se lembra de seu pai lhe avisando que as drogas não funcionavam(“Because the drugs never work”).A música toda é como se fosse o pai falando com o filho sobre os policiais da época,tudo o que eles fazem para fazer de todos “cidadãos”.EX:” They're gonna clean up your looks,with all the lies in the books,to make a citizen out of you”.Em português:” Vão dar um trato no seu visual,com todas as mentiras dos livros,para transformá-lo num cidadão.”
12. Disenchanted
Aqui encontramos o Paciente recordando mais uma vez sua vida. Reflexionando por seus últimos anos, mas se sente afortunado porque teve uma boa infância: "I hate the ending myself but it started with an all right scene" ("Odeio meu final, mas isto começou com uma boa scena."). Ele não se preocupava por sua vida, desperdiçava seu tempo vivendo seus "heroes" na TV. E se pergunta se "importará (tudo o que ele lembra) quando se for", mas ainda quando i nunca lhe interessou nada. Ele vive sua vida nada mais que como uma canção triste,(You're just a sad song with nothing to say about a life long wait for a hospital stay) e é deixado em um estado de depressão e desesperança. Este pode ser o "clímax", em que se reclama a si mesmo pela maneira na que vivio, e pela maneira na que deixara este mundo, o levar toda uma vida esperando.
13. Famous Last Words
Este é o último capítulo da história contada no álbum conceitual The Black Parade, sem contar a canção oculta "Blood". O Paciente aceita que não pode fazer nada para que sua amada fique ao seu lado ("…Now I know, That I can't make you stay…"). Também reflete sobre sobre sua vida pessoal e amorosa qualificando-a como "demandaste", tendo em conta que está a ponto de morrer de sua de doença. Mas nos estribilhos, em especial no final, observe-se uma mudança no otimismo do Paciente e sua amada; o Paciente diz que ve a sua amada ao seu lado, junto a sua cama, perguntando aos doutores se segue dormindo ou já morreu, mas sem medo nenhum. Isso faz com que o medo que o Paciente tinha se desapareça (já que o maior temor dele era sua relação com sua amada), na canção se ouve "I am not afraid to keep on living, I am not afraid to walk this world alone" - traduzido para português: "…Não tenho medo de seguir vivendo, Não tenho medo de caminhar sozinho neste mundo…" ; isto se refere a aceitação da morte, e que finalmente poderia deixar o mundo em paz.
14. Blood
Blood é a última canção do álbum The Black Parade de My Chemical Romance, publicado em 2006. É a faixa oculta do álbum e foi inspirada no filme La naranja mecánica. Começa com um silêncio de 1 minuto e 30 segundos e depois segue com notas de piano dando passo ao cantante Gerard Way. Essa canção tem mais ativa que alguns versos em Mama. Também é a mais curta do álbum —dura só 1:23— sem contar os 90 segundos de silêncio.
Nota: 7,0

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